Viagem: Atacama 1/5


Os planos

Dezembro de 2012 – Com 18 dias de férias, queríamos viajar de carro e as opções consideradas para essa viagem foram Patagônia, Atacama ou Santiago. Até a Patagônia são 5000km, ou seja, viajando uns 500km por dia precisaríamos de 10 dias só pra chegar. Santiago, passando por Mendoza era uma boa opção e a distância até lá é mais ou menos a mesma que até a região do Atacama.

Depois de muita pesquisa, olhar muitas fotos e muita indecisão, pois os dois locais são muito interessantes, optamos pelo Atacama para visitar um lugar diferente de tudo que já havíamos visto e sem passar por cidades grandes.

Depois da escolha é que começamos a pesquisar de verdade. O Google indica a distância de 1925km até a cidade de Cafayate na Argentina, onde seria o ponto de chegada. Isso passando por Uruguaiana, porque o Google desconhece que há uma travessia também em São Borja. Abaixo dois mapas, mostrando a rota de Porto Alegre até Cafayate, via São Borja.

POA_Ponte Internacional

Porto Alegre – São Borja

Santo Tomé_Cafayate

São Borja – Cafayate

Decidimos ir por São Borja, cruzando a fronteira em direção a Posadas e Corrientes e, a partir dali, entrando em uma reta de uns 600km que nos colocaria já próximos a Salta. Esse trajeto de ida foi feito sem paradas pois não encontramos muitos atrativos. Se houvesse outro caminho mais interessante teríamos mudado o trajeto, mas essa era a única opção numa distância razoável.

A ideia inicial era ir direto a Salta, mas no final mudamos um pouco a rota e nos dirigimos a Cafayate, mais ao sul, passando pelo Dique Cobra Corral, para nos dias seguintes começar a subir até Salta, Jujuy e diversas outras vilas na Argentina antes de partir em direção a Cordilheira dos Andes, chegando até San Pedro de Atacama, no Chile.

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Dique Cobra Corral

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Estrada utilizada para acesso à cidade de Cafayate

Região de Cafayate

Região de Cafayate

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Região de Jujuy

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Região de Jujuy

A travessia da cordilheira foi outro ponto de preocupação, pois não há muitas informações oficiais sobre as estradas. As fontes de pesquisa foram blogs de viajantes, e há muitos. A melhor opção, sem dúvida, seria cruzar a fronteira pelo Paso de Jama, ao norte de San Salvador de Jujuy, já que essa estrada é toda asfaltada. O Google maps também não mostra esse caminho, somente a travessia pelo Paso Sico, mais ao sul, de maior distância e “rutas de rípio”, como eles chamam as estradas de pedra não pavimentadas.

Jujuy_Jama

Mapa da travessia da cordilheira. Estrada asfaltada: Jujuy – Paso de Jama

San Pedro_Jama

Mapa da travessia da cordilheira. Estrada asfaltada: Paso de Jama – San Pedro de Atacama

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Fronteira: Paso de Jama

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Centro de San Pedro de Atacama

A ideia era ficar hospedado somente em camping e cozinhar toda a nossa comida. Levamos no carro todo o equipamento de camping e de cozinha. Não fizemos nenhuma reserva de acomodação, pois a ideia era deixar o roteiro mais livre, que é a parte boa de se viajar de carro.

O que levamos:

  • Camping: barraca, colchão inflável, sacos de dormir, lonas, cordas, extensões, lâmpadas, pá de camping, lanternas, canivetes, mesa dobrável e bancos.
  • Cozinha: geleira, panelas, talheres, copos, fogão portátil elétrico e a gás, panos de prato, toalha, isqueiro, fósforos, temperos e muita comida para as primeiras refeições. Comida fresca não cruza a fronteira caso eles revisem o carro, mas massa, arroz, cereais, biscoitos, molhos e outros produtos industrializados são liberados. Na Argentina não parecem se preocupar muito com isso, mas no Chile revistaram todo o nosso carro. Não passam nem itens como frutos secos e mel.
  • Carro: dois triângulos, corrente para reboque, colete refletivo, kit de primeiros socorros, que é o necessário para dirigir na Argentina.  Podem-se comprar esses kits nos postos de gasolina, depois de cruzar a fronteira; Seguro carta verde, que é primeira coisa que a polícia pede se te param na estrada; Uma caixa de ferramentas.
  • Dinheiro: Usamos o cartão do banco para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos, já na moeda local, mas levamos um pouco para algum imprevisto na chegada. Para comprar pesos os melhores preços que vimos foram no posto de fronteira em São Borja.
  • GPS: Garmin, com todos os mapas possíveis carregados. Funcionou bem até no topo da Cordilheira, a mais de 4000m de altitude tanto na ida quanto na volta.
  • Artigos diversos: Esponja e sabão (para levar roupa e louça), prendedores de roupa, produtos de higiene, álcool gel, lenços umedecidos (para se refrescar durante o dia), água (potável e também para ter no carro apenas para lavar as mãos ou limpar alguma coisa), roupas, calçados, bonés, óculos escuros, protetor solar, repelente de insetos, etc

 Continua… Parte 2

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