Viagem: Atacama 4/5


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San Pedro de Atacama

A cidade fica no meio do nada no deserto mais seco do mundo. A primeira impressão da chegada é essa mesmo: clima seco, calor e muita poeira. A cidade não tem ruas pavimentadas, as construções são de barro e a movimentação de camionetes e pessoas é intensa. Era fim da tarde e ao redor turistas apressados por todos os lados.

San Pedro é considerada um oásis no meio do Atacama e apesar da aparência rústica e primitiva, oferece todos os serviços para turistas. Muitos hotéis e restaurantes de todas as categorias, muitas agências de turismo e câmbio, lojas em geral e muito artesanato. Para nós o importante foi um caixa eletrônico, supermercado e gasolina. Há dois postos na cidade, geralmente com fila de carros, correndo o risco de acabar a gasolina.

Quem chega de ônibus precisa alugar carro ou contratar os “tours” das agências para conhecer a região. A correria é grande para não perder as últimas vagas.

Praça central em San Pedro de Atacama

Praça central em San Pedro de Atacama

Agencia de turismo em San Pedro de Atacama

Agencia de turismo em San Pedro de Atacama

Nós, como sempre, colocamos tudo no carro e saímos para passar o dia todo fora. A primeira excursão foi pelo Salar de Atacama, ao sul da cidade. Dentro do salar encontra-se a Laguna Chaxa, no meio de um salar não tão plano e branco como o Salinas Grandes, mas com uma aparência mais pedregosa e escurecida. Um ótimo ponto para avistar os flamingos, no entanto. Aqui os atrativos começam a ter centro de visitantes e taxa de entrada.

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Laguna Chaxa no Salar de Atacama

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Flamingos na Laguna Chaxa

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Laguna Chaxa

Bem no final do Salar, dobrando à esquerda, chega-se ao povoado histórico de Peine, cuja maioria da população trabalha para as companhias mineradoras de Lítio da região. Entre as casinhas e a igreja de argila e pedra, encontramos um mercadinho para comprar a comida do almoço, preparado sob uma árvore na praça central da cidade.

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Mercadinho em Peine

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Iglesia de San Roque, construida em 1750 e reconstruída em 1940 debido ao seu desgaste natural

Voltando pela estrada que cruza o centro do salar têm-se a visão de um terreno seco e pedregoso, montanhas de Sal pelo caminho, campos minados na esquerda e montanhas e vulcões no horizonte em todas as direções. De dentro do carro, com o ar condicionado ligado, parece que não conseguiríamos durar muito tempo lá fora.

A jornada termina quando nos aproximamos novamente de San Pedro, para uma visita ao Vale da Lua e arredores. Vamos parando pela estrada conforme a paisagem nos atrai, sem saber exatamente em que vale estamos. Há muitos.

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Sal que parece um terreno seco e pedregoso. Ao fundo, montanhas de sal

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Campo minado

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Vale da Lua

A noite passamos no Hostal Chaxa, também no centro da cidade.

O melhor horário para visitar os Geisers é no nascer do sol, lá pelas 6:30 da manhã. A maioria das agências vai com grupos nesse horário, pois é o período de maior atividade dos geisers. Ou seja, é preciso viajar enquanto ainda está escuro, em estradas ruins e montanha acima, até 4300m de altitude.

Se perguntar para qualquer um, vão dizer que não dá pra chegar, só de 4×4 ou com agência de turismo. Além disso tem que conhecer o caminho. Envolve algum risco mas, no geral, dá pra chegar de carro sim. Com a quantidade de turistas na cidade, sabíamos que haveria muitas vans na estrada às 5 da manhã.

E foi assim, saímos às 5 da manhã do hostel sabendo o início da rota e até o final, fomos escoltados por motoristas de diversas agências que iam nos ultrapassando.

Chegamos lá exatamente às 6:19, ainda noite, a uma temperatura de -7.5ºC devido à altitude. Essa situação já estava prevista e levamos casacos especialmente para esta ocasião (e só foram usados essa vez na viagem). Nesse horário a fumaça gerada pelas águas ferventes ainda é muito visível e começa a ser cortada pelos primeiros raios de sol. Muitos geiseres estão em erupção e as águas chegam a mais de um metro de altura. Ao redor, a paisagem é de picos de até 6000m de altitude.

Não podia perder a chance de cozinhar ovos para o café da manhã ali no geiser.

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Painel indicando -7.5C° às 6:19hs da manhã

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Ovos para o café da manhã cozidos do geiser

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Piscina natural no geiser

Na volta fizemos uma parada em Machuca, também tradicional dos grupos que vão ao Tatio. Diziam que é comum encontrar churrasquinho de lhama no local, mas só encontrei de gado e frango.

Casa no povoado de Machuca

Casa no povoado de Machuca

Só pra não deixar de mencionar, entre as atrações visitadas nessa região, a melhor de todas é sempre a paisagem da estrada que nos leva de um lugar a outro.

Precisando de um descanso do clima desértico e da poeira, partimos para Calama, a maior cidade da região, a 100km de San Pedro. Lá encontramos shopping e supermercado, reabastecemos e vamos à praia, a 400km dali.

Abaixo o vídeo compilado da região de San Pedro de Atacama:

Continua... parte 5

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