Viagem: Puerto Rico 2


Viagem: Puerto Rico

A história dessa viagem começa muito antes do embarque. Não só porque foi a nossa primeira viagem internacional, mas também por ter sido a primeira de avião, ter sido totalmente inesperada e algo muito fora da nossa realidade.

Viajar pelo mundo era um sonho antigo, só que a nossa situação e mentalidade da época não permitia sonhar com viagens. Foi só depois de Porto Rico que entendemos o que era, como era, e descobrimos que precisávamos daquilo.

Esse é um relato baseado em fotos e memórias da viagem, em uma tentativa de contar tudo sob o ponto de vista da época, com todas as dúvidas, medos, descobertas e deslumbres. Essa nossa primeira aventura pelo mundo foi há quase dez anos e abriu caminho pra muitas outras – no mês passado desembarcamos no Canadá, 29° país da nossa jornada.

Em fevereiro de 2006 chegou a notícia do prêmio: Viagem para Porto Rico com tudo pago pela empresa. Pra quem sempre sonhou em viajar, mas nunca soube que poderia, foi mais ou menos como ganhar na loteria. A viagem por sí só já era algo maravilhoso, mas não era só isso. Ficaríamos hospedados no El Conquestador Resort.


Porto Rico é uma ilha do Caribe que pertence aos Estados Unidos. Para entrar lá precisamos solicitar um visto na Embaixada Americana em São Paulo. Essa parte da viagem também foi incluída no prêmio, para o casal. E o vôo POA – SP foi a primeira viagem de avião da nossa vida.

Foi grande a decepção na Embaixada dos Estados Unidos. A ingenuidade era tanta que eu imaginava que seria entrevistado para o visto sentado em frente a uma escrivaninha em uma sala luxuosa. Não, a embaixada tinha cara de quartel. Esperamos horas em uma fila imensa que corria pela calçada ao lado de grades altas. Depois passamos por vários dispositivos de segurança e, lá dentro, mais uma fila em zigue-zague, entre bancos compridos de madeira, até ser atendido em pé, ainda no pátio,  em frente a uma janela de vidro duplo, tendo de falar por um aparelho de telefone preso na lateral. O glamour que eu imaginava terminou em cena de filme americano, só que parecido com visita em presídio.

Tínhamos uma certa preocupação, pois as restrições haviam aumentado muito desde os atentados de 2001. Mas tudo bem, saiu o nosso visto. Era meio garantido com a carta da empresa como “sponsor” (patrocinador).  Para a emissão do visto, como somos de Porto Alegre, já fizemos uma viagem legal de dois dias até São Paulo, com hotel, restaurantes, transportes, tudo coberto.

Nesse ponto a nossa programação já tinha sido estendida. Para chegar em Porto Rico, só fazendo escala em Miami. Mas já que os voos de ida e volta passam pelos Estados Unidos, será que não dá pra fazer uma escala por lá? Pagamos uma taxa pequena para alterar um pouquinho as rotas. Na volta, em vez de conexão em Miami, voamos direto para Nova York, fazendo um pit-stop de 7 dias na cidade.

Daí em diante foi mais ou menos um mês de dedicação exclusiva ao planejamento e uma espera angustiante até o dia da viagem. O planejamento tinha que caber no orçamento. Um dólar valia dois Reais e NY não é barato. Aprendemos a planejar uma viagem alternativa e barata por conta própria. Albergue barato, ônibus, metrô, muita caminhada, comida de supermercado e poucas compras.

Se na primeira parte da viagem já estava tudo arranjado com agência e guias falando português, a segunda semana em NY era por nossa conta e risco: reserva de hotel, seguro de viagem, translados, andanças pela cidade, dinheiros, cartões, passagens, visto, aeroportos, passar pela imigração na chegada, falar inglês, tudo girando na nossa cabeça junto com a emoção por tudo que iríamos conhecer.

Dia 1- 21/05/2006

Um mês passou rápido e logo estávamos no aeroporto de Guarulhos pegando o voo para Miami. Correria no aeroporto tentando se achar, mas tudo certo. Pegamos nosso voo American Airlines para mais de oito horas de viagem. Infelizmente, os bancos desse avião eram iguais aos do voo anterior de uma hora e meia. Ingenuidade de novo. Assento confortável só em classe executiva. No resto mal dá pra se mexer na cadeira, seja voo de meia, ou doze horas.

Em Miami bateu o nervosismo. No caminho do desembarque até as filas da imigração os oficiais abordavam pessoas aleatoriamente. Fui um deles. O inglês travou, mostrei o passaporte, gesticulei, falei mais um pouco e foi.  Seguimos. No aeroporto de Miami se caminha muito. E quem vem de Porto Alegre acha que o Guarulhos é grande, mas só até se deparar com um aeroporto de verdade.

Logo veio a fila da imigração, nós com todos os formulários e passaportes na mão esperando nervosos a chamada. O visto no passaporte não garante a entrada. É o oficial da imigração que decide quem pode ou não pode passar. As dificuldades com o inglês no avião e na primeira abordagem aumentavam a ansiedade.

Que malditas perguntas ele pode fazer? As básicas: Passaporte com visto, tempo e local de estadia, passagem de volta, dinheiro pra se manter.  Passamos. Estávamos finalmente em Miami, aguardando o último voo, para San Juan, Puerto Rico!

Essa foi a parte mais tranquila da viagem. Dos EUA para Porto Rico e de volta é voo doméstico — sem mais preocupação com vistos dali em diante. Desembarcando no pequeno aeroporto em San Juan fomos direto para a área das esteiras pegar a nossa bagagem. Ficamos ali até a última mala ser retirada e nada das nossas aparecerem.  Foi duro, mas tivemos que aceitar que a nossa bagagem tinha sido extraviada.

Tivemos que ir ao Balcão de “Reclamo de Bagage”. Porto Rico é um país bilíngue, tudo é em inglês e espanhol. E como essa viagem teria sido mais fácil e mais bem aproveitada se nessa época já falássemos melhor inglês e um pouco de espanhol. A decepção era grande. Fizemos o registro da mala perdida e fomos ao saguão. Alguém estaria nos esperando por lá: aquele pessoal segurando uma plaquinha com os nossos nomes.

Mais tarde descobrimos o que tinha acontecido: Deveríamos ter retirado as malas em Miami e despachado novamente, mas um funcionário da TAM em Porto Alegre nos havia dito para retirar somente no destino final. Como não pegamos, as malas tinham ficado circulando na esteira em Miami. Hoje sabemos que sempre se retiram as malas no primeiro desembarque em qualquer país. Também sabemos que até hoje continuam passando a mesma informação errada ao se fazer o check-in, em qualquer país.

Para nossa sorte um agente brasileiro estava lá nos esperando e ajudou um pouco mais com o processo, mas as malas não apareceram e fomos pro hotel sem elas. Havia uma van esperando no estacionamento, já com algumas pessoas dentro. O evento contava com umas 100 pessoas, principalmente dos EUA, e outros brasileiros, mas éramos os únicos chegando naquele voo.

Fora isso, tudo certo, chegamos na hora e nos levaram direto pro hotel. Ali, já em clima de ferias – calor, céu azul, praias pelo caminho,  e um barzinho com bebidas na própria Van.

No caminho para o resort

No caminho para o resort

Chegamos no Resort e o saguão estava preparado para o evento. Ficamos em uma filinha pra nos apresentar e receber as boas vindas e instruções sobre a estadia e as atividades da semana. Não entendemos quase nada.  Em algum momento, no meio da confusão, entre inglês e espanhol, a moça da recepção falou: “Tu firma” e nos indica um campo que deveria ser preenchido. Imediatamente, sem nem pensar, escrevi o nome de firma (a que deu o prêmio). E ela repete, “Tu firma” (assinatura em espanhol), e  após alguns segundos de silêncio no qual nos olhamos sem entender ou falar nada, ela muito gentilmente disse: “Tu nombre” e então entendemos o nosso erro. Era tão óbvio. Após essa situação vergonhosa, assinamos, recebemos a chave do quarto e o calendário dos eventos. Em cima da cama já estava nos esperando uma bolsa personalizada de presente com toalhas, chapéus, protetor solar, água, salgadinhos, etc.. Havia também uma camiseta do evento e uma bandana para cada um, que seria usada no dia seguinte. Todos os dias à noite deixavam um presente no nosso quarto.

Entrando no El Conquistador

Entrando no El Conquistador

Foi chegar, tomar um banho e se preparar para o jantar da noite. Na primeira noite estava marcado o jantar de recepção para todos, no pátio, ao lado das piscinas. Foi montado um buffet enorme em forma de U e as mesas estavam bem servidas de frutos do mar, carnes, saladas e frutas de todos os tipos. Os barzinhos tinham bebida liberada para os convidados, todo tipo de bebida. Pena que acabou cedo.

Mas num resort desse tamanho, há muito pra fazer. Demos uma grande volta pelo hotel, encontramos o resto do pessoal do Brasil e bem mais tarde voltamos ao quarto. Havia mais 6 brasileiros conosco. Tudo perfeito, só que sem roupas pra usar no dia seguinte. Um casal de brasileiros nos emprestou algumas peças e nos deram a dica que passamos a seguir: sempre levar uma muda de roupa nas malas de mão, na verdade um pouco de tudo que é essencial. Malas perdidas são bem mais comuns do que imaginamos.

Dia 2 – 22/05/06

Nosso quarto era grande e tinha duas camas de casal. Da sacada tínhamos vista para jardins e campos de golf. Muito azar, soube que alguns dos hóspedes do eventos ganharam suítes com “ocean view”. Querendo aproveitar ao máximo e ver tudo, acordamos bem cedo e fomos ao breakfast, que era no mesmo restaurante todos os dias. Um grande buffet de café para americanos, com muffins, cereais, linguiça, bacon, ovos, omelete e outro pratos quentes.

Sobrando tempo depois do café, ainda conseguimos dar mais um giro pelo resort. Logo seguiríamos em busca do Funicular, o elevador que que desce até a costa e dá acesso ao pier.

Na agenda de atividades do dia estava uma gincana na Palomino Island, uma ilhazinha privada, onde fica a praia do resort. O hotel fica no alto de um morro na costa, então não há praia por ali, mas eles tem barcos a cada 15 minutos que levam para a ilha Palomino, e lá sim, praia de águas mornas e cristalinas. Como é uma ilha privada, tem todas as instalações como se fosse dentro do hotel. Bares, guarda-sóis, cadeiras azuis e toalhas amarelas.

Descendo para pegar o barco até a ilha

Descendo para pegar o barco até a ilha

A atividade foi de integração. Dividiram os convidados em grupos e começou a gincana, com brincadeiras e jogos. Nosso time ganhou a gincana e o prêmio foi um saldo de US$25 pra cada um na conta do hotel.  Essa parte foi rápida, ainda bem, pois a melhor parte de tudo era curtir aquela praia paradisíaca. Ao meio dia apareceu montada toda uma estrutura para o almoço no centro da ilha. Começamos a nos acostumar com o estilo americano. No almoço, servem sempre sanduíches, cachorros-quentes, batatas fritas, muitos molhos e ketchup, refrigerante e cerveja.

Palomino Island

Palomino Island

No meio da tarde, que era livre de atividades, o pessoal do Brasil começou a se organizar para ir até um shopping Outlet na cidade. Contrataram uma van para levar todos ao shopping. Nós, pra começar, descobrimos ali o que era um outlet – um grande shopping de fábrica com lojas de várias das marcas famosas, vendendo com desconto as coleções antigas. Tudo muito abaixo do preço normal, o que pra nós não significava barato. Comprar não era algo do nosso interesse naquele momento, mas tivemos que aproveitar a chance de comprar algumas peças mais urgentes, enquanto a mala não chegava. Se é que chegaria.

À noite, fomos jantar de roupa nova em um dos restaurantes do hotel. Seguindo mais protocolo, nossos lugares já estavam marcados, em uma grande mesa redonda onde juntaram todos os brasileiros e um casal de americanos. Ao sentar já ofereceram vinho e pedi tinto. Depois de algumas taças, que o garçon servia espontaneamente, veio a opção do prato: peixe ou filé. Pedi peixe. Logo me dei conta de que o garçom não encheu mais a minha taça depois que o prato chegou na mesa. Veio a sobremesa e minha taça voltou a se encher. Fui autorizado a beber mais um pouco de vinho tinto. Tudo muito bom.

No fim da noite um funcionário vem dar a boa notícia: As malas foram encontradas e já estão no hotel. Um alívio, pois ainda tínhamos duas semanas de viagem pela frente e comprar tudo que precisaríamos estava fora de questão.

Dia 3 – 23/05/06

Dia de city tour em San Juan, capital de Porto Rico. Pegamos o ônibus cheio de gringos no hotel e fomos ao centro da cidade. Na verdade o dia começa com uma visita a fábrica da Bacardi, que foi meio decepcionante, pois a fabrica em si não mostraram. Entramos por uma espécie de corredor para turistas, com fotos, museu, vídeos, etc. E no final uma apresentação no bar. Depois vem a lojinha, claro, e então sentamos em um imenso bar no pátio, para tomar um drink à nossa escolha, por conta da casa. Pedi um mojito. Uma visita superficial demais, mas parte da programação.

Visita a Bacardi

Visita a Bacardi

Da fábrica, fomos direto a um hotel no centro de San Juan, onde nos aguardavam para o almoço. Um belo casarão em estilo colonial, tudo muito bonito e fino, mas a comida era buffet de sanduíche de novo, acompanhado por uma cerveja Medalla, porto-riquenha. Nossos lugares já estava reservados em uma mesa junto com 6 gringos. Entre eles um casal com quem já havíamos conversado e tinham muito interesse em perguntar coisas sobre o Brasil, um país tão exótico, cheio de futebol e carnaval.

Almoço num notel no centro de Puerto Rico

As caminhadas curtas pelo centro de San Juan foram no trajeto entre ônibus, restaurante e o Forte San Cristóbal. Fizemos uma visita guiada muito interessante ao forte construído pelos espanhóis no século 16, e que servia para proteger a San Juan medieval. Vimos muralhas, túneis, presídios, canhões e uma vista aérea  da cidade com uma paisagem lindíssima do mar do Caribe. Entre uma e outra explicação do guia estadunidense vinha a parte em que como então os EUA ofereceram ajuda e salvaram a população de Porto Rico dos exploradores espanhóis.

Rua de Puerto Rico

Rua de San Juan

Vista do Forte San Cristóbal

Vista do Forte San Cristóbal

Do forte fomos direto pro ônibus e de volta ao hotel. Sobrou um tempo para nos prepararmos para o próximo “bus”, dessa vez em direção à floresta. A janta para todos era no alto de um monte em meio à floresta. O estilo do local era rústico, mas de novo muito bonito e bem organizado. O buffet era de novo recheado de frutos do mar, vinhos, cervejas e coquetéis.

Bebida liberada

Bebida liberada

Dia 4 – 24/05/06

Dia de caiaque. Acordamos mais cedo ainda para o café e demos mais uma voltinha pelo hotel antes de nos dirigirmos ao ônibus que nos levaria ao rio. Nesse dia infelizmente não tiramos muitas fotos. Deixamos a câmera no ônibus, com medo de cair do caiaque e perdemos a chance de fazer belos registros.

Na beira do rio nos deram as instruções, do que eu entendi muito pouco. Logo colocamos os coletes salva-vidas e fomos remando rio abaixo. Olhando parece fácil, mas remar é bem cansativo. No fim tudo bem, pois o final do trajeto compensou qualquer esforço. O rio desembocava no mar e caímos em uma prainha deserta de águas cristalinas e quentes. Melhor que isso só se tivesse um barzinho ali. E tinha! trouxeram uma tenda com as instalações pro almoço e bebidas. Um paraíso. Infelizmente tinha hora marcada pra voltar, e tinha que voltar remando. Voltamos ao resort meio da tarde.

No fim  da tarde, livre de eventos e compromissos, resolvemos caminhar e tentar ver um pouco da ilha. Nesse ponto, apesar de todo o glamour e da fartura, começou a ficar um pouco cansativo o fato de termos tantos protocolos a cumprir. Estávamos em Porto rico e faltava explorar mais o lugar, mas estávamos isolados no Resort. Achamos uma saída pelos fundos e conseguimos caminhar um pouco por uma rua costaneira bem mais pobre do que tudo que havíamos visto. Era longe do resort e desconhecido, já começava a escurecer, então logo voltamos.

Eram uma tarde e noite livres, sem compromisso na janta, por isso nos deram US$150.00, pra gastar à noite. Enquanto o resto do pessoal combinou de ir na pizzaria do Resort, nosso dinheiro nós economizamos pra próxima viagem, Nova York. Ficamos passeando pelo hotel à noite e de janta comemos umas bolachas e salgadinhos da cesta de presente que tínhamos no quarto.

Alguns detalhes dessa viagem já estavam deixando claro como a nossa forma de encarar uma viagem era um pouco diferente. Tudo estava maravilhoso, luxuoso e confortável. Adoro conforto. Mas conhecer, explorar, ter liberdade de escolha sempre seriam a nossa prioridade.

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Interior do Resort

Costa do lado de fora do resort

Costa do lado de fora do resort

Dia 5 – 25/05/06

Último dia. E o melhor de todos em termos de atrações. Acordamos bem cedo pra tentar encontrar uma piscina que vimos em uma propaganda do resort em uma revista no quarto. O resort era tão grande que não tínhamos visto tudo. Achamos a piscina, tomamos banho, tiramos umas fotos, tudo isso antes do café.

O café da manhã foi no mesmo restaurante todos os dias. Eu só consegui comer os ovos e salsichas com bacon no primeiro dia. Depois parecia muito pesado. Mas o omelete eu aproveitei ao máximo. Era num canto do restaurante, num balcão exclusivo, dedicado ao omelete, com tudo à escolha, tomate, cebola, queijo, pimentão, presunto e muitas outras opções. Na frente do balcão uma plaquinha anunciava: “The Ultimate Omelete Experience” — tentador.

Depois do café nos preparamos para o Snorkel, a bordo de um catamarã. Nos levaram mar adentro até próximo a uma pequena ilha, onde paramos e começou a preparação. Muitas instruções antes de qualquer atividade. O capitão foi bem claro: Não se toca em nada, não se leva nada e não se nada até a ilha, tudo era protegido. Depois de entrar na água o único objeto a tocar era a escada, ao voltar para o barco.

Nos deram os coletes salva-vidas e as máscaras, que eram o próprio snorkel, e fomos pra água. É incrível a visão que se tem do fundo do mar. Não tenho ideia da profundidade, mas a visibilidade é grande. Corais e cardumes de peixes coloridos por todos os lados. Avistei uma barracuda, um peixe enorme. Foi um susto grande e até tentei voltar pra perto do barco, mas nado tão mal que o peixe já estava longe antes que eu conseguisse avançar muito. Ao ouvir falar em barracuda o capitão pegou correndo uma máscara e saltou pra água. O bicho pode ser perigoso.

De volta ao Catamarã, estava servido o almoço. Pra variar buffet de sanduíche, e bebida liberada, cervejas e coquetéis. Só liberaram álcool depois do Snorkel, deve ter sido pra garantir que ninguém ia se matar na água. Depois de um bom tempo no barco voltamos ao resort. De volta ao pier do hotel, aproveitamos pra pegar o barco até a ilha Palomino antes de voltar pro quarto. Estava acabando o conto de fadas e precisávamos aproveitar bem o último dia.

Catamarã

Catamarã

Catamarã

Catamarã

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Snorkel

Tudo se encerraria com uma grande baile de gala. Seguimos as dicas de quem já tinha participado e fomos muito bem vestidos, como um ou outro por lá. Pra maioria dos gringos ali era só mais uma festa. O evento começou cedo com um coquetel no terraço. Depois o pessoal foi passando para o salão da janta. Achei meio brega a decoração, mas enfim, de luxo. Serviram filé e lagosta e, pra beber, vinho tinto. Depois da janta a banda começou a tocar e praticamente foram os brasileiros que fizeram a festa. Estranho é que lá pelas 10 ou 11 da noite, não me lembro bem, acabou a música e começaram a apagar as luzes. “Party is over”. Entre os últimos a sair do salão, tínhamos combinado de tomar um banho de piscina final antes de dormir, mas tive que voltar pro quarto, meio mal. Foi um dia cheio de festa e bebida desde de manhã.

Prato principal na janta de despedida

Prato principal na janta de despedida

Sobremesa da janta de despedida

Sobremesa da janta de despedida

Dia 6 – 26/05/06

Dia da partida. Tomamos café da manhã de ressaca e arrumamos as malas. Próxima parada: Nova York.

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2 Comentários em "Viagem: Puerto Rico"

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André Luna
Visitante

Olá Daniel!

Muito boa sua descrição dos locais, enquanto lia até parecia que estava lá com vocês 🙂
Espero que conte também como foi NY. Também sou mordido pelo “bicho” da viagem, por enquanto só pelo Brasil, mas assim que meu filho estiver maior começarei as viagens internacionais. Aproveitando, parabéns pelo site! Minha esposa e eu adoramos.
Abs.

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