Viagem: Edimburgo, Borders e Highlands


12/06/2010 – Viagem: Edimburgo, Borders e Highlands

Em Junho, em mais uma das viagens com a Ana e o Guilherme, aproveitando outra promoção de passagens imperdíveis, decidimos visitar Edimburgo, na Escócia. Quatro dias pra aproveitar, com ida no sábado e volta na terça de noite. Não era feriado, mas como não dava pra perder a promoção da Ryanair, todo mundo pediu folga no trabalho e deu certo.

Na verdade a Ana e o Guilherme decidiram ir depois, e as passagens baratas já haviam acabado, então eles compraram pra Glasgow, que fica a 80km de Edimburgo. Como todo mundo queria visitar o monstro do Lago Ness, reservamos um carro por três dias, retirando lá no aeroporto mesmo.

O plano era descer do avião, pegar o carro, dirigir até o aeroporto de Glasgow e subir em direção a Inverness, passando por toda a extensão do Lago Ness, e voltar no dia seguinte até Edimburgo.

A Ryanair tem muitos voos baratos para aeroportos alternativos, e há duas opções em Glasgow. Não prestamos atenção nisso e por pouco não paramos nós num aeroporto e eles em outro, num daqueles clássicos desencontros de família.

Mas não chegou a acontecer. Na estrada, já vendo as placas indicando aeroporto, surgiu a dúvida e paramos no acostamento para verificar. Só que acostamento não existe pra olhar mapa, ele é para emergências – tanto que o nome em inglês é “emergency lane”. Demorou só alguns minutos até um carro da polícia encostar e sermos abordados por um policial que queria saber qual era o nosso problema. E eu ingenuamente respondi: – Nenhum problema, só paramos pra descobrir qual o aeroporto certo. Mesmo assim, o policial foi super educado e apenas instruiu os turistas ignorantes sobre como usar um acostamento.

Nessa parada deu tempo de se achar e seguir pro local correto. Daí em diante sem imprevistos. De Glasgow partimos para o norte, rumo ao Lago Ness.

Seguindo o caminho dos lagos começamos a viagem em direção às “Highlands” pela orla do Lago Lomond, dentro do parque nacional “Loch Lomond and the Trossachs”.  O pequeno píer e o barco davam a entender que de lá saem passeios de barco pelo lago, mas talvez só para os turistas hospedados no castelo ao lado.

Pequeno pier no Lago Lomond

Pequeno píer no Lago Lomond

Seguindo pela estrada, encontramos o primeiro gaiteiro (“bagpiper”) da viagem, com traje típico escocês e sua gaita de fole, num paradouro à beira do lago Tulla e rodeado de montanhas.

Gaiteiro na estrada

Gaiteiro na estrada

A viagem segue em direção às cidade de Fort Willian, com parada para uma visita às ruínas do Castelo Inverlochy –  do qual só sobraram ruínas mesmo. E depois Fort Augustus, onde finalmente alcançamos o Lago Ness.

Ruínas do Inverlochy Castle

Ruínas do Inverlochy Castle

Fort Augustus

Fort Augustus

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Lago Ness

Subimos costeando o lago até a cidade de Inverness. No meio do caminho encontramos mais um castelo medieval, Urquhart, mas só ficamos na parte de fora, com uma bela vista do lago. A cidadezinha de Drumnadrochit é temática, tem tudo sobre o monstro.

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Castelo Urquhart

Centro de visitante do Loch Ness

Centro de visitante do Loch Ness

Em Inverness foi um pouco de difícil de encontrar nossa acomodação e com certeza nossa pior experiência em albergues. Chegando lá descobrimos que eles tinham feito muitas reservas por uma falha no sistema. Havia mais gente esperando por uma solução. O atendimento foi péssimo e o que eles ofereceram foi um quarto em outro prédio deles. Sem muita opção naquele momento, aceitamos.

O outro prédio era um local residencial que parecia meio abandonado, e o quarto que nos deram tinha uma cama de casal e um colchão inflável. Nem cozinha tínhamos pra fazer a janta. Mas saímos para dar uma volta pela cidade, muito bonita à noite.

Cidade à noite

Inverness à noite

Castelo em Inverness

Castelo em Inverness

No dia seguinte saímos correndo do albergue e partimos para a viagem de volta a Edimburgo, dessa vez pelo outro lado do Lago Ness, passando mais pelo centro do país. Como o dia estava chuvoso, voltamos dirigindo devagar e entrando em diversas cidades pequenas pelo caminho. A impressão que fica é que todas as casas da Escócia são de pedra, no estilo dos filmes medievais.

Mesmo sem procurar, foi fácil encontrar destilarias pelo caminho. Em Pitlochry encontramos duas, Destilaria Blair Atholl, responsável pelo uísque Bell’s, e mais adiante a Edradour, que se intitula a “menor destilaria do país”. Na Edradour fizemos a visita, com palestra e degustação, que eu não aproveitei, por estar dirigindo.

O guia mostrou os tanques de fermentação e convidou os visitantes a aproximar-se da abertura do tanque e puxar o ar de dentro para fora com a mão, para sentir o aroma de banana vindo do processo de fermentação da cevada. Incrível, um dos melhores cheiros que já senti.

Eles explicaram que são a menor destilaria do país em litros de uísque produzido, mas a bebida produzida é uma das melhores. Eles também explicaram que a melhor forma de estragar um bom uísque é colocar uma pedras de gelo no copo: “Passamos até 30 anos tirando a água do uísque, pra depois diluírem com gelo!?”

Lá também avistamos ao vivo o gado escocês chamado de Hammish, com seu chifres e pelo longo, cobrindo até os olhos.

Hammish

Hammish

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Visita à Destilaria Edradour

Antes da chegada em Edimburgo, passamos pela cidade de Stirling, rica em monumentos históricos, personagens de “Coração Valente” e belas paisagens.

Ruínas de Mars Wark

Ruínas de Mars Wark

Willian de Bruce (aquele do Coração Valente)

Willian de Bruce (aquele do Coração Valente)

De volta a Edimburgo, à noite, não perdemos a chance de sair para caminhar pelas ruas da cidade, que lembra muito o cenário de “Harry Potter”. Paredes de pedra, becos, ruelas e escadarias entre os prédios da cidade velha fazem tudo parecer medieval, e muita coisa realmente é.

Ruas de Edinburgo

Ruas de Edimburgo

Ruas de Edinburgo

Ruas de Edimburgo

No outro dia, depois de conhecer o Holyrood Park, e conseguir ter uma visão panorâmica de Edimburgo, partimos em direção a fronteira com a Inglaterra.

Holyrood Park

Holyrood Park

Na fronteira entre a Escócia e a Inglaterra, existe uma região denominada de “Borders” e lá, durante o período do império romano, existiu um muro de mais de 100km, construído pelo imperador Adriano, do qual hoje só restam algumas ruínas. Acredita-se que esse muro foi construído durante o domínio de Roma sobre a terra onde hoje é a Inglaterra, na época chamada de Britannia, para evitar a entrada dos bárbaros que viviam no norte. Essa versão da história é muito contestada.

Ruínas do muro de Adriano

Ruínas do muro de Adriano

O certo é que o muro de Adriano é hoje um grande atrativo e exerce certo fascínio sobre alguns turistas brasileiros que visitam a Escócia. Foi assim que voltamos ao carro e partimos cerca de 200km ao sul, até a fronteira com a Inglaterra, onde encontramos algumas pedras do famoso Muro de Adriano. Descobrimos que a parte sul da Escócia também tem belas paisagens.

Leaderfoot Viaduct

Leaderfoot Viaduct

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Sul da Escócia

Chega o quarto dia. A devolução do carro é no aeroporto.  Vamos bem cedo e voltamos de ônibus.

Temos o dia para curtir Edimburgo a pé. O centro é um museu, e as distâncias são caminháveis. Depois do almoço, nossos companheiros de viagem nos deixam e seguem de trem rumo a Londres. Nós seguimos caminhando pela cidade até o fim do dia, antes de voltar ao aeroporto, e de lá para Dublin.

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Parte moderna de Edimburgo

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Royal Mile

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